arte del encuentro

19 / 02 / 2009

A vida é a arte do encontro,
embora haja tanto desencontro nessa vida.

Vinicius de Moraes


Ajuda a viver

24 / 11 / 2008

Eu acho que a vida é uma invenção. Se você quer inventar para o ruin, você inventa para o ruin. Se quiser inventar para o bom, inventa para o bom.
Eu tenho horror desses caras que ficam sempre para baixo
falando sobre “as verdades sobre a existencia”. Acho que isso não tem sentido… Beckett? acho ele um chatola…

“A verdade sobre a existencia”? Mentira! Ninguém sabe quál é a verdade… Você escolhe dizer que tudo é uma merda, que não tem sentido nada, não ajuda a ninguém. Pode até ganhar o premio Nobel, mas não ajuda a ninguém.
Eu prefiro o cara que bota a vida para acima. Já que ninguém sabe qual é a verdade, eu vou botar para baixo?
Vinicius é isso, ele ajuda a viver. Ele ajudou o povo brasileiro a ser feliz.

Ferreira Gullar


Creo que la vida es una invención. Si querés inventar para el mal, inventás para el mal. Si querés inventar para el bien, inventás para el bien.
Tengo horror de esos tipos que se quedan siempre tirando para abajo, hablando sobre “las verdades de la existencia”. Creo que eso no tiene sentido… Beckett? Creo que es un aburrido…
¿”La verdad sobre la existencia”? ¡Mentira! Nadie sabe cuál es la verdad… Vos elegís decir que todo es una mierda, que nada tiene sentido, no ayudás a nadie. Podés incluso ganar el premio Nobel, pero no ayudás a nadie.
Yo prefiero al tipo que tira la vida para arriba. Ya que nadie sabe cuál es la verdad, ¿voy a tirar para abajo?
Vinicius es eso, él ayuda a vivir. Él ayudó al pueblo brasileño a ser feliz.

Ferreira Gullar


Poema de Natal

23 / 11 / 2008

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes


A tonga da mironga do kabuletê

3 / 08 / 2008

(Vinicius) -Toquinho, ¿vamos a hacer esta canción que hicimos, “A tonga da mironga do kabuletê”?

(Toquinho) -¿Se puede?

(Vinicius) -Si, yo creo que si. Porque parece que es una expresión que no quiere decir nada de bueno, no?

(Toquinho) -Si, yo creo que es una mala palabra, no?

(Vinicius) -Tu conoces la historia?

(Toquinho) -Más o menos.

(Vinicius) -Parece que en África, cuando un africano le dice eso a otro, las tribus entran en guerras terribles y se comen el hígado unos a los otros. Y todo lo que se sabe es que parece que la última palabra de esta expresión, kabuletê, tiene algo que ver con la madre de uno…

(Toquinho) -No sabía, … vamos a cantarla…



Pra que chorar

10 / 05 / 2008

Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer
Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se pôr
Pra que chorar
Se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor

Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer
Pra que chorar
Pra que sofrer
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer

Vinivius de Moraes / Baden Powell